quarta-feira, novembro 08, 2006

 

Enquanto isso na aula de Web...

Mercado: E agora, tchê?

E agora?? Que tipo de mercado está à espera do profissional de comunicação?? O que este profissional precisa ser e saber diante do futuro que o aguarda a partir da formatura ou mesmo antes dela? A problematização deste tema pautou a primeira noite de palestras da 12ª Semacon – Semana da Comunicação da ULBRA.

Para o economista e engenheiro Glauco Fonseca o grande número de empresas de comunicação no país revela boas perspectivas ao profissional de comunicação. Ele lembrou que o momento atual é favorável ao pensamento e ao posicionamento crítico frente à realidade, segundo ele as oportunidades não faltam, o que vai continuar acontecendo é que os melhor preparados têm mais chances.

O assessor de marketing da Fiergs, Rubens Barros Coelho, usou um tom mais cético frente as perspectivas de mercado. Ele enfatizou o momento de hiper-competitividade que exige um perfil que muitas vezes o profissional não tem ao sair da universidade. Coelho destacou a organização, o comprometimento e principalmente a persistência como fatores fundamentais, já na universidade e na luta por uma vaga no mercado de trabalho.

O vice-presidente da Rede Pampa e diretor do jornal O Sul, Paulo Sérgio Pinto, criticou a estrutura do país que, segundo ele, freia o desenvolvimento e reduz o emprego. Tanto o governo como as empresas de comunicação tornam o mercado um ambiente difícil onde a criatividade, o amor pela profissão e a busca constante pelo diferencial, pelo inovador são maneiras de conseguir aproveitar as oportunidades quando elas surgirem.

Por último, o gerente de telejornal do Grupo Band e professor da ULBRA, Ricardo Azeredo, enfatizou o crescimento pessoal, a personalidade, a busca do aluno pela cultura como formas de sair da mediocridade, da superficialidade. Azeredo afirmou que aquilo que a universidade oferece de conhecimento só funciona se o aluno cuidar de si mesmo, aliando formação técnica com formação humana.

Um mercado competitivo, mas que sempre terá lugar para os que se dedicarem de fato àquilo que fizerem e a importância do profissional de comunicação como elemento de transformação social foram as tônicas da primeira noite de palestras da Semacom.

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