terça-feira, setembro 26, 2006

 

Enquanto isso na aula de Web...

A velocidade da rede pode fazer mal??
Fascínio e critica; velocidade x credibilidade: A internet e a qualidade da informação.

No ano de 2000 fervilharam críticas ao novo meio de informação jornalística que se estabelecia e ganhava um espaço cada vez maior. A internet foi alvo de aplausos e vaias. As críticas se concentram na idéia de que a velocidade compromete a credibilidade da informação. Talvez muito disso tenha acontecido porque o novo geralmente é visto como uma forma de ameaça ao se apropriar das vantagens do que já existe.

Os ataques á internet repetem o que já aconteceu antes com outros meios de comunicação. Ao surgir, um meio novo instaura uma mistura de fascínio e criticismo. O fascínio pela idéia de que vai solucionar todas as imperfeições dos meios anteriores e até mesmo eliminá-los através da superação. A crítica se prende principalmente na idéia de que o novo está levando à ignorância, à alienação e ao fanatismo. Isto em parte acontece porque uma novidade que no início era restrita a poucos se populariza e causa uma atração exagerada.

Velocidade na publicação faz a diferença

O padrão da crítica feita a internet é atribuir à velocidade o estigma negativo da banalização, ou como se o que é feito às pressas sai mal feito. Mas este modo de conceituação não serve para o novo jornalismo da internet. Isto porque o modo de produção do webjornal não varia ao do jornal impresso. O que muda e faz o meio virtual ganhar tempo é o modo de publicação. Após seu fechamento o jornal impresso ainda leva horas para chegar ao leitor, enquanto na rede virtual a postagem é praticamente instantânea.

A internet popularizou a informação em tempo real, passou a ser mais um suporte ao que já acontecia através de outros meios. Pois antes da internet já havia empresas, principalmente bancos e grandes investidores, que recebiam, a custos altos devido ao processo caro, informações importantes e necessárias em tempo real. Com o barateamento e conseqüente acesso à um número cada vez maior de pessoas, empresas jornalísticas aderiram ao uso deste meio. A Internet não introduz nenhuma inovação, apenas ampliou o número de empresas oferecendo serviços informativos eletrônicos, tornando mais competitiva a disputa pelos consumidores, que também aumentaram em número.

Ao contrário do que se possa imaginar os jornais impressos usam muito a internet, e antes dela já utilizavam meios de transmissão de informações em tempo real. Eles têm nas redes de computadores seu principal ou único suporte para recebimento das informações pelo menos desde 1995.A crítica se volta ao possível impacto negativo da velocidade da internet na qualidade da informação. No entanto o uso dos meios eletrônicos pelos jornalistas, e não o meio em si pode estar influenciando na informação final. O problema não é a novidade, e sim o uso que dela se faz.

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